Lojas Portuguesas Acusadas de Boicote ao Linux
A Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) estima que o PIB nacional perde três a cinco milhões de euros com a exclusão dos sistemas operativos Linux. A ESOP denuncia ainda a existência de um oligopólio.
A ESOP acaba de dar a conhecer dois estudos relativos ao impacto que a venda de computadores com software de código aberto na economia portuguesa.
Um dos estudos revela que a venda de portáteis com Linux pode ter um impacto direto no PIB nacional de 3,4 milhões de euros no primeiro ano de adoção e de 5,1 milhões de euros no ano seguinte (tendo por pressuposto que uso do open source entra em velocidade cruzeiro). O mesmo estudo estima que, num primeiro ano, a venda de computadores com sistemas operativos de código aberto deverá assegurar 53 postos de trabalho e, no ano seguinte, 75 postos de trabalho.
A ESOP recorda ainda que os sistemas operativos Linux chegaram a alcançar uma quota de mercado de 10% dos portáteis do programa governamental e.iniciativas, que contemplou a distribuição de computadores por alunos e professores.
Os estudos, que são da autoria do economista Álvaro Manuel Gomes Ribeiro, revelam ainda que as quatro ou cinco maiores cadeias de lojas de eletrónica e informática são responsáveis pela venda de quase 65% dos portáteis em Portugal. «Em nenhuma destas cadeias se encontram computadores portáteis com a conjugação hardware de assemblagem nacional e software open source», refere o estudo agora divulgado pela ESOP.
Os representantes da indústria do software aberto acusam a Autoridade da Concorrência de não tomar medidas contra as barreiras alegadamente aplicadas pelos retalhistas. Segundo a ESOP, o segmento da venda de portáteis é hoje dominado por um oligopólio. «Esta situação tem sido ignorada pela Autoridade da Concorrência nacional e aparentemente não acompanhada pela regulação de nível Europeu», defende um comunicado da associação.
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