Lojas Portuguesas Acusadas de Boicote ao Linux

Posted by admin on 19 de Abril de 2012 | Filed under Linux, Noticias, Sistemas Operativos, Software Livre

A Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) estima que o PIB nacional perde três a cinco milhões de euros com a exclusão dos sistemas operativos Linux. A ESOP denuncia ainda a existência de um oligopólio.Linux nas lojas de informática? Ninguém vê, ninguém ouve e ninguém fala no assunto

A ESOP acaba de dar a conhecer dois estudos relativos ao impacto que a venda de computadores com software de código aberto na economia portuguesa.

Um dos estudos revela que a venda de portáteis com Linux pode ter um impacto direto no PIB nacional de 3,4 milhões de euros no primeiro ano de adoção e de 5,1 milhões de euros no ano seguinte  (tendo por pressuposto que uso do open source entra em velocidade cruzeiro). O mesmo estudo estima que, num primeiro ano, a venda de computadores com sistemas operativos de código aberto deverá assegurar 53 postos de trabalho e, no ano seguinte, 75 postos de trabalho.

A ESOP recorda ainda que os sistemas operativos Linux chegaram a alcançar uma quota de mercado de 10% dos portáteis do programa governamental e.iniciativas, que contemplou a distribuição de computadores por alunos e professores.

Os estudos, que são da autoria do economista Álvaro Manuel Gomes Ribeiro, revelam ainda que as quatro ou cinco maiores cadeias de lojas de eletrónica e informática são responsáveis pela venda de quase 65% dos portáteis em Portugal. «Em   nenhuma   destas   cadeias   se   encontram computadores   portáteis   com   a   conjugação   hardware   de   assemblagem   nacional   e software open source», refere o estudo agora divulgado pela ESOP.

Os representantes da indústria do software aberto acusam a Autoridade da Concorrência de não tomar medidas contra as barreiras alegadamente aplicadas pelos retalhistas. Segundo a ESOP, o segmento da venda de portáteis é hoje dominado por um oligopólio.  «Esta situação tem sido ignorada pela Autoridade da Concorrência nacional e aparentemente não acompanhada pela regulação de nível Europeu», defende um comunicado da associação.

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